Archive for category Poesia
Poema em homenagem ao Dia dos Pais
Posted by Akio Watanabe in By Akio Watanabe, Poesia on 30/07/2010

Pai
Pai, serás pra mim sempre o meu herói
Símbolo de justiça e dignidade
Teu exemplo me inspira e me constrói
A ser uma pessoa de integridade.
Pai, sob os teus braços encontro abrigo
Em tuas mãos, disciplina e retidão
Em tuas palavras, conselhos de amigo
Em teus olhos, bondade e compaixão.
Pai, lembro-me das tardes de domingo
Tão cheias de alegrias e brincadeiras
Que nós nem víamos o tempo passar.
Pai, por toda vida estarás comigo
Porque teu sangue corre em minhas veias
E me ensina o segredo de sonhar.
(Akio Watanabe)
Mãe (Mother): poema em homenagem ao Dia das Mães
Posted by Akio Watanabe in By Akio Watanabe, Poesia on 29/04/2010
Mãe
Mãe, és bendito presente de Deus.
Tu és o divino em forma de gente.
És nosso anjo, nossas bençãos dos Céus
Sob teus braços e abraços desde sempre.
Deste-nos a vida, amor e carinho…
E tudo mais que nos fosse preciso.
Guiaste-nos entre pedras no Caminho
Encorajando-nos com teu sorriso.
Ensinaste-nos mais que educação.
Aprendemos a maestria de viver
Com os exemplos do teu coração.
Mãe, apenas queria te agradecer
Com versos daquela doce canção
Que me embalavas ao adormecer.
Akio Watanabe
Letícia
Posted by Akio Watanabe in By Akio Watanabe, Imagem, Poesia on 25/01/2010

Letícia, faz-se perfeita a doce rima
Do teu belo nome com tua beleza.
Onde a formosura e alva pureza
Encontram-se num sorriso de menina.
Poético é o lume do teu olhar
Que brilha como estrelas chispantes
Sob teus cabelos negros e fragrantes
Como uma noite escura sem luar.
Teu inocente semblante angelical
É cristalino como um verso branco
Em traços de delicadeza virginal.
Enfim, a personificação da poesia
És tu esculpida por florais encantos
Que inspiram tantos sonhos e fantasias.
(Akio Watanabe)
Longe de Mim
Posted by Akio Watanabe in By Akio Watanabe, Poesia on 21/01/2010
Eu me sinto tão distante
Assim bem longe de mim…
Além dos meus horizontes
Como uma pessoa sem fim…
Procurando uma estação
Que amanheça os sentimentos…
Entoando o meu coração
A sorrir por todo tempo…
Mas sinto ainda uma saudade
De tudo ainda que não vivi
Dos sonhos à realidade…
E por não estares aqui…
Sou e me sinto metade
De mim tão longe de ti…
(Akio Watanabe)
Um naufrágio quase esquecido
Posted by Akio Watanabe in Imagem, Japão, Poesia on 16/10/2009
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“Três vezes fui açoitado com varas,
uma vez fui apedrejado,
três vezes sofri naufrágio,
uma noite e um dia passei no abismo.”
(II Cor. 11:35)
“Conservando a fé, e a boa consciência,
rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé.”
(I Tim. 1:19)
Nuvens noturnas invadiam como bárbaros o anil firmamento. Eram como nubladas caravelas surgindo do nada devastando tudo. Como negras bandeiras anunciavam o terror. O sol fugira disfarçado de retirante crepuscular. Os raios do dia desapareceram como covardes diante à tirania dos ventos. Edificou-se o império da escuridão no monte do tempo.
As trevas se alastravam como epidemia engolindo a face do abismo. O mar ficou assustado. Os seus passos sem direção seguiam aqueles vórtices desesperados. Uma nau dançava nos braços das marés a valsa da tempestade. Era um concerto em dó maior regido pela fúria natural. Ao fundo no trêmulo horizonte a percussão dos trovões soava com rugidos sombrios. Ouviam-se solos agudos em estridente aflição e outros desafinando em graves agonias. Relâmpagos dissonantes entoavam a sinfonia da destruição.
Não havia mais navio sobre o calvário marítimo. Era apenas uma armação disforme sepultada lentamente pelo coveiro oceânico. Todos se agarravam à qualquer esperança resistindo ao nefasto presságio. Viam-se muitos se segurarem nos escombros da fatalidade.
Os olhos da tormenta encontravam todos na escuridão. Um casal, outrora, abraçara-se. Lascivos ficaram seus olhares num beijo nubente afogando-se na eternidade. Um avarendo afundava rapidamente junto com suas riquezas que não conseguia se desprender. Outra senhora presa às plumas da vaidade era levada na crista de uma onda demodé. As estrelas testemunhavam ao longe os atos da tragédia. Não se escutou, contudo, nenhum choro de criança. Os anjos, certamente, estavam velando o sono dos pequeninos. Em belos sonhos permaneceram dormindo… Nos turbilhões da confusão, um mancebo tinha em seu semblante a mansidão de águas tranquilas. Não correu, não fugiu, não se segurou na angústia dos acontecimentos. Dobrou os joelhos curvando-se em uma última oração. Sussurrante a sua prece silenciava os estrondos e traspassava as turvas brumas. Sabia que Alguém o ouvia e afagava o seu coração. Poderia assim descansar em paz.
As lágrimas daqueles que ficaram se misturavam ao salobre das praias numa amarga lembrança daqueles que partiram… Nenhum sobrevivente restou para uma lacônica descrição dessa história. Todos perderam suas vidas, muito poucos tiveram salvas as suas almas. Dentre tantos é mais um funesto episódio esquecido pela caduca memória… Nem ao menos recordado com saudade. É outro naufrágio desmentido pela manhã do dia seguinte como se tudo não acontecera…
(Akio Watanabe, ‘Santíssimo’)
Árias Palavras
Posted by Akio Watanabe in By Akio Watanabe, Poesia on 28/09/2009
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Tu me inspiras um suspirado encanto
Que se transforma em verso sublimado
Em harmoniosas melodias de um canto
De nosso sentimento enamorado…
As solitárias páginas em branco
Rasgam-se… apagando-se no passado
Pois novo verbo vai-se conjugando
Em todo tempo que nos é rimado…
Faço música em cada sussurrar
E poesia vamos escrevendo juntos
Com o nosso coração a palpitar
E poetizamos nosso bem querer
Num musical entoando outros segundos
Em árias palavras a nos dizer…
(Akio Watanabe, ‘Omnia Vincit Amor’)
Saudade Litorânea
Posted by Akio Watanabe in By Akio Watanabe, Imagem, Poesia on 22/09/2009

É chuva fina no litoral
Lágrimas sob meus olhos
Minha dor em água e sal
Ocultando tantos abrolhos
De tarde sob o horizonte
Desconcertado em linhas tortas
Imagens desfazem-se ao longe
Num adeus sem mais resposta
Os ventos arrancam-me suspiros
Que assoviam o meu pesar
Sussurrante a um amor perdido
E as ondas não me podem trazer
Os sonhos naufragados no mar
Que de noite tento esquecer
(Akio Watanabe, ‘Omnia Vincit Amor’)
Fonte Imagem: ( Hunter S. Thompson – Artists – M+B )
Imagem & Mensagem
Posted by Akio Watanabe in Imagem, Mensagem, Poesia on 18/09/2009

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo:
Não deixe de fazer algo de que gosta
devido à falta de tempo,
a única falta que terá,
será desse tempo que infelizmente não voltará mais.
(Mensagem enviada pelo amigo Pedro B.)
Imagem & Mensagem
Posted by Akio Watanabe in Poesia on 14/09/2009
Quem assistiu o filme Sociedade dos Poetas Mortos irá se lembrar do extraordinário professor de literatura John Keating recitando esse poema de Henry David Thoreau. Carpe Diem, pessoALL.
Perfume do Silêncio
Posted by Akio Watanabe in By Akio Watanabe, Imagem, Poesia on 13/09/2009

Mesmo no silêncio
Existe uma canção…
E sei que podes ouvir…
Escuta
O concerto da natureza
Vegetal e animal
Grandes e pequenos
Escuta
A brisa acariciar
As nossas almas
Como um ninar
Escuta
O despertar da alvorada
Amanhecer radiante
O lume do olhar…
Escuta
O caminhar das nuvens
Trazendo as boas novas
De paz e esperança
Escuta
O sorriso das flores
Perfumar a vida
Com alegria e ternura
Escuta
A saudade suspirar
Tantas lembranças
Guardadas com carinho
Escuta
Os nossos sonhos
Contarem as histórias
Que ainda não vivemos…
Escuta
O presente que é nos dado
Todo este dia e noite
E ainda mais o amanhã…
Escuta
Toda a criação
Louvar e adorar…
(Há um Deus)
Escuta
O adormecer do crepúsculo
Angelical e inocente
Como uma criança
Escuta
O recital das estrelas
Cantarem em coro
Regidos pelo luar…
Escuta… Escuta… Escuta…
Mesmo no silêncio
Existe uma canção…
E sei que podes ouvir…
Também sussurrar
O nosso coração…
(Akio Watanabe, ‘Omnia Vincit Amor’)










