Ah, o Amor

AH, O AMOR

“Quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração
E quem me irá dizer
Que não existe razão.”
(Legião Urbana)

Doze de junho. Impossível esquecer essa data. O amor está no ar e em cada cartaz, banner e outdoor. É dia dos namorados. De rosas vermelhas, presentinhos, jantar com reserva e uma selfie à dois. Quem nunca… Como se amar fosse um roteiro ou cumprisse um protocolo.

Sou muito mais todos os outros dias enamorados do calendário. E as noites enluaradas… Sem data e hora marcada, brindarmos à vida… comemorarmos sem motivo… fazermos amor de madrugada. Daquele abraço que nos preenche por completo e faz suspirar a alma. Ou aquele beijo que tira o nosso fôlego e enlaça nossos lábios em um só palpitar.

Mesmo sem poesia e glamour… Amar é… dormir de conchinha, suas meias coloridas e meu samba-canção, despidos de ilusões e promessas, acordar sem máscaras nem maquiagem, apenas com nossas virtudes e defeitos, escovas juntinhas perto espelho, porta do banheiro sempre aberta, dividir as chaves… e também as contas! Mas é aí que percebemos que quando dividimos nossa vida, sonhos e segredos… tudo se multiplica. Cada um sai de seu mundo… para formar um único universo.

Ah, o Amor… os corações apaixonados ainda acreditam em contos de fadas. Em castelos, príncipes e princesas. Cada um só precisa encontrar o seu achado, sua inspiração. E escreverem juntos suas histórias… de lutas e de conquistas. As crônicas diárias… algumas engraçadas outras nem tanto. Enfim, um romance que vale a pena ser vivido e que merece ser contado para filhos e netos.

Akio Watanabe, 12/6/2016.

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