Minhas Mães

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Chega um momento, na vida de um homem, que somos agraciados por termos duas mães. Uma que nos deu a vida e nos fez seus filhos. E, a outra que deu à luz a razão de nosso viver e nos transforma em pais.
Da nossa mãe, herdamos o que talvez nem nos lembramos mais. O gosto inexplicável por determinadas coisas. A diferença entre certo e o errado. O jeito e os trejeitos. A educação, os costumes, os valores. A fé, a crença e as mandingas. E tudo aquilo que formou o que deveríamos ser. E, que outrora, tivemos que nos desconstruir para sabermos quem realmente somos.
A mãe de nossos filhos nos ensina o que não entendíamos quando criança. A razão do importante, nem sempre ser urgente. E, o porquê dos limites, das rotinas, dos conselhos, do colorido do prato e daquele agasalho a mais antes de sair de casa.
E assim descobrimos os poderes fantásticos que tem todas as mães. Como curar um machucado com um beijo. O sexto sentido em saber nossos anseios e intenções. E, os temperos mágicos… hummm… aqueles que fazem a ‘comidinha da mamãe’ incomparável.
Ser mãe é uma dádiva. Ter mãe é uma bênção. Ter duas, então, é uma alegria afortunada. Uma delas é nossa árvore e fortaleza.  E, a outra gera nossa semente para o amanhã.  Mães deveriam ser eternas. Mas, aí seríamos mimados demais.

Akio Watanabe, 8/5/2016.

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