Um e um são dois

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Hoje é um dia mais que especial. De parabéns, brigadeiro e duas velinhas no bolo. Celebração do segundo aniversário do meu primogênito. Fico pensando qual seria o melhor presente que um pai poderia dar a seu filho. Quem sabe aquele último lançamento dos Brinquedos S.A., aquela viagem ao Mundo da Fantasia ou aquele eletrônico de luzes chispantes? Mas, não tenho certeza se qualquer uma dessas coisas poderia fazê-lo mais feliz. Porque, na simplicidade da vida que nós temos encontrado significado e alegria.

Descobrimos que crianças não precisam de tantos brinquedos. De tantas quinquilharias multicores e barulhentas que se movem a bateria. Mas, sim do estar presente. Ainda que sejam algumas frações de hora. Mas, com toda a sua atenção e intensidade. Em dedicação exclusiva. Lado a lado. Juntinhos. Assim por inteiro, por completo, por amor.

Nesses dois anos, sou grato pela riqueza de nossas vivências. De acompanhar seus primeiros passos. Suas mancadas e tropeços. De nos sujarmos com a areia do parquinho. De nossas andanças sem rumo e sem relógio pelas superquadras. De fazermos nossas próprias brincadeiras seja com um pedaço de galho, um punhado de pedrinhas ou uma caixa de papelão. De comermos os frutos da estação a cada bloco de nossos vizinhos. De sorrir e cumprimentar um desconhecido que passa. De acenarmos ao piloto do avião. Ou àquele passarinho que voa despreocupado pelo horizonte.

De tudo que poderia dar ao meu filho de presente, gostaria que seja esse tempo junto. Diariamente! Pode até parecer pouco… mas que seja muito importante… para ele… aqui e agora… e no futuro. Porque, tem sido pra mim memoráveis e inesquecíveis os nossos dias de ontem. Amanhã, serão suspiros e saudades. Então, hoje eu só quero que sejamos felizes.

Akio Watanabe, 29/5/2016.

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